terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sem Voz


Você gosta de me atiçar, mandando mensagem só pra me instigar, falando: que me quer, que pode ser ou não alguma coisa casual, que sozinha na cama o prazer não é igual, que não aguenta mais e que precisa me ver...
Vai dormir aqui, ficar até de manhã, de manhã... vodka ou vinho, o que você quiser beber, amor! Pelada na frente do espelho, mexendo no cabelo, com a bunda perfeita... e os lábios me chamando sem voz, a noite toda pra nós, sem medo da polícia chegar, do mundo acabar, fazendo nosso show a sós, sentido o mesmo prazer, me arranha enquanto eu beijo você, pede que eu te faço gostar, que eu te faço gemer, nem é meia-noite ainda, você continua linda, por baixo e por cima, me ama e me xinga...
Você gosta de reclamar: que eu tenho meus contatos no meu celular, pra hora que eu quiser, e que ficar contigo e te esquecer já é normal, já é normal, que eu só te procuro você sabe pra que, pra que... 
Eu só quero que você se sinta bem assim, que sinta saudade de mim, e vontade de voltar, pra eu tirar sua roupa quando a gente se ver, se ver, e te passar minha lingua, calor e saliva, desse jeito é perfeito! E os lábios me chamando sem voz, a noite toda pra nós, sem medo da polícia chegar, do mundo acabar, fazendo nosso show a sós, sentido o mesmo prazer, me arranha enquanto eu beijo você, pede que eu te faço gostar, que eu te faço gemer, nem é meia-noite ainda, você continua linda, por baixo ou por cima, me ama e me xinga, nem é meia-noite ainda, você continua linda, por baixo ou por cima, me ama e me xinga...
Sem medo da polícia chegar, pra mim tá tudo bem, nós não devemos nada a ninguém, nem eu pra você e nem você pra mim, e a gente se gosta assim... sai com a suas amigas, se diverte, dança e bebe, vai embraza, chega em casa três da manhã, lembra de mim, se declara e eu posso te ajudar a escrever a poesia que você quiser no lugar que você quiser, se eu não puder quando eu voltar, prometo te recompensar no chão, no colchão, no sofá, aonde você quiser, te pegar, te puxar, te beijar, te morder e te lamber da nuca até a sola do pé... 
- ADL

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Um poema mal escrito por uma professora emocionada

Gosto de me considerar uma sonhadora. 
Na vida, uma poeta. 
Uma escritora de histórias... 
Sou professora.

Por muito tempo tive resistência em admitir
Que eu gosto de lecionar, e amo viver assim
Sinto paz de espírito quando consigo passar a um aluno a profundidade de um poema
O amor pela literatura e o olhar crítico para uma obra literária ou do cinema

Sei que estou longe da perfeição
No Brasil, pra professor, não há salário bom, não!
Mas o que eu ganho são os olhares de afeto
E aquele abraço e beijo de um aluno que seguiu seu rumo e não esqueceu dos nossos gestos

Morro de saudades de muitos alunos que passaram em minhas salas de aula
Gabriel, Caroline, Beka, Letícia, Mariana, Jucélia

Do João Pedro, socorro, são tantos nomes que não dá pra colocar
Janaina, Yuri, Gustavo, conquistaram uma vaga no IFSP e agora é só comemorar

Pra ETEC, são tantos nomes, chego até a me emocionar
Dennis, Pedro, Lucas A, Lucas C e Lucas W
Kauan, Mateus, Maria, Paulo e Luana

Mas o amor e o afeto, daqueles que querem me visitar
Não dá nem pra explicar
Diogo, Iasmyn, Nicole, Hellen, 
Já falei... é só chegar!

A todos os meus queridos alunos, 
Todo o amor do meu coração
Que vocês conquistem o mundo
E nunca se esqueçam
Graças a vocês eu encontrei a minha motivação!

- aos pais que têm filhas


RUPI KAUR

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Happy Dream Day

Nem só de tristezas, mágoas e decepções se faz uma vida.
Também conquistamos sonhos.
Hoje eu conquistei um. Sou oficialmente uma aluna do mestrado. 
Finalmente eu consegui uma cadeira no programa para ser a melhor e conquistar os meus próximos sonhos.
Terei a oportunidade de explorar o meu potencial.
Sinto-me como alguém feliz. E estou cheia de expectativas.
Quando vi o meu nome naquela lista, um misto de alegria e emoção tomou conta de mim.
Todo o meu corpo vibrou e eu senti uma emoção que eu não sentia há muito tempo.
Finalmente, eu tomei uma decisão na minha vida. 
E o primeiro passo deu certo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Life

Quem somos nós? O que somos? E por quê?
A angústia que nos envolve, de onde vem? Quantas vidas vivemos?
Infância feliz, encantada, Papai Noel, Clube, sucesso escolar, presentes, brincadeiras, pais amorzinho, irmãos da zuera, como tinha que ser.
Pré-adolescência problemática, crise matrimonial, traumas escondidos pra sempre, alienação parental, irmãos em crise, brigas, discussões, cirurgia, fragmentos de coisas que ninguém desejaria recordar.
Adolescência fortemente influenciada pela cultura pop e pelo amor verdadeiro. Sofrimento por garotos. Paixões avassaladoras. Crer que ou de verdade e que morreu se amor. Sofrer e realmente acreditar que o sofrimento amoroso não poderia ultrapassar aquelas dores.
Adolescência. Namoro. Namoro sério. Aliança. Promessa de amor eterno. Pedido de casamento. Noivado. Infidelidade. Imaturidade. Quase ingressar em um casamento falido antes de iniciar. Libertação. Revolta. Represália. Mágoa. Rompimento.
Juventude. Mentalidade de criança. Universidade. Falta de comprometimento. Frustração acadêmica. Desperdício de uma oportunidade da qual haverá o eterno arrependimento. Recomeço. Desejo de consertar tudo. Fracasso.
Juventude. Rebeldia. Ingresso em tantos absurdos e erros. Desejo de esquecer tudo. Desejo de parar com tudo. Continuar. Prosseguir. Dor. Dor. Sofrimento. Decepção. Desejo de morrer. Tristeza profunda. Afundar na própria dor. Depressão. É possível um adolescente / jovem sofrer de depressão dentro da casa dos pais sem ninguém desconfiar? Sim. É possível.
Encontrar alguém que se importa. Recomeçar a verbo sol. Ter esperança. Recomeçar. Amar. Viver. Sorrir. Castelo. Vestido sem noiva. Princesa. Príncipe. Neve. Amor. Alegria.

Vida adulta. Trabalho. Assédio moral. Racismo. Machismo. Transporte público. Dinheiro insuficiente. Doença. Falta de pessoas de confiança. Saber ser uma profissional foda e ao mesmo tempo estar sendo afundada e calada pelo assédio moral e pelo racismo. Começar a duvidar de si mesma.
Medo do retorno da depressão.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

1997

Quando você liga a playlist e bate a nostalgia!

Mil novecentos e noventa e sete, novembro, ainda me lembro, era fim de ano, eu não tinha nada e você um novo emprego, foi quando tudo aconteceu...
A vida era difícil, mas juntos tudo estava bem, algumas brigas claro, mas isso é tão normal quando se quer alguém como eu quis você.
Eu quis matar todos seus amigos falsos e fingidos que sorriam ao me ver. E encontrava companhia num copo de bebida, um cigarro ou outra droga qualquer já que eu não tinha mais você.
Reaprender o caminho pra casa não foi algo tão simples, nos primeiros dias eu me perdia nos meus passos sem você, Eu mal sabia o que fazer. De vez em quando a gente se encontrava nas escadas, eu tentava dizer algo, você sempre dava risada, tudo vai acabar bem.
Quase dez anos depois, eu consigo entender que eu tinha que continuar, fosse com ou sem você... Nem sei como cheguei aqui, mas saiba que eu estou feliz!! A sua falta quase me matou, hoje eu tenho tudo o que eu sempre quis.
Mil Novecentos e Noventa e Sete, ainda me lembro de tudo o que eu quero esquecer!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

pequeno desabafo


Antes de ingressar na FFLCH para fazer o meu curso de Letras, muita coisa me passou pela cabeça. Primeiro eu passei o ano inteiro do cursinho mudando de ideia a respeito de qual curso eu iria prestar. Bom, tecnicamente eu eliminei exatas e biológicas, então eu tinha todos os cursos de humanas pra mudar de ideia. Meu pai eliminou Música pra mim, então eu acabei eliminando Direito por ser o que ele queria.
Assim, em um ano eu me imaginei em tudo. Psicologia, Artes Cênicas, Relações Internacionais, Audiovisual... Acabei indo parar nas Letras.
O primeiro contato que tive com os veteranos, uma garota me disse que eu deveria estar pronta para ter a minha mente aberta e todos os meus conceitos pré definidos serem arrancados de dentro da minha cabeça. Todas as minhas crenças. Tudo em que eu acreditava seria moldado novamente. Claro que não acreditei, mas fiquei um tanto receosa.
Os seis anos em que eu estudei naquele lugar foram pavorosos. Eu não conseguia me dar bem no curso, me achava a pessoa mais burra do mundo. Fiz grandes amigas no primeiro ano e acabei ficando sem nenhuma no segundo, não sei bem o motivo. Só sei que no terceiro ano eu era a aluna mais triste e solitária daquele lugar. Consegui conservar bem as minhas crenças, talvez por isso tinha tanta gente afastada de mim.
Eu não gostava dos professores, não gostava das matérias, e achava tudo aquilo uma perda de tempo.
Concomitante com minha vida social, estava em cacos. Terminei um longo noivado, mudei de igreja, fiz novos amigos duvidosos... eu simplesmente estava perdida.
Para completar todo o caos dentro de mim, resolvi fazer Moda. Nunca tinha me imaginado nessa área em toda minha vida, mas foi o que fiz. Prestei e passei no curso técnico, e comecei a estudar. Fiz amigas, perdi amigas. O ciclo se perpetuava.
Apesar de estar curtindo muito, eu não me dava bem. Nem me encaixava. Acabei largando e fui fazer faculdade de moda. Durei um semestre, mas aquilo não era pra mim. Voltei pra Letras.
No ultimo ano consegui estabelecer amizades, o que foi muito bom. Mas só ali, no finalzinho do curso, que aconteceu.
Meus conceitos, minhas crenças. Tudo se tornou dúbio. E algumas coisas se tornaram certas - coisas que a maioria das pessoas não vê.
Hoje faço Direito e estou apaixonada pelo que faço. Gosto do curso, gosto da matéria, gosto da perspectiva do futuro. Vou muito bem nas aulas e consigo me relacionar bem.
Mas não consigo mais me achar dentro da igreja.
Parece que algo mudou aqui dentro.
Pior que no fim de tudo, eu me sinto muito mais lúcida.





 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

:'(

Hoje eu quis brincar de ter ciúme de você, mas sem porquê meu coração me avisou que não, fingi na hora rir, talvez por aqui estar tão longe de você pra te dizer. Aquilo que eu temia aconteceu ou foi só ilusão, você manchou nós dois e desbotou a cor de um só coração ou anda sozinha, me esperando pra dizer coisas de amor... Pois eu, eu só penso em você, já não sei mais por que em ti eu consigo encontrar um caminho, um motivo, um lugar pra eu poder repousar meu amor. Quantas horas mais vão me bater até você chegar? Aqui meu lar deixou de ser aquilo que um dia eu construí e eu fico sozinho, esperando pra trazer você para mim. Sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer que cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer e eu fico sozinho, esperando por você, meu bem-querer. Pois eu, eu só penso em você já não sei mais por que em ti eu consigo encontrar um caminho, um motivo, um lugar pra eu poder repousar meu amor.


sábado, 12 de julho de 2014