domingo, 8 de abril de 2018

Lord MC

Só pra registrar minha foto com o Lord Mc do Além da Loucura.

Rio de Janeiro, Brasil, elas não resistem a um morador de favela que elas nem sabem que existe *-*


domingo, 18 de março de 2018

Me before you.

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Me despedaça e me bata, me dê dez tapa na lata, não me peça distância nem se despeça, minha gata. Que peça inútil que eu sou, eu sei, me ataca, me mata, me taca uma faca, trata de matar com esse amor. É o preço e é só um terço, mereço muito mais sim, mereço raiva em peso e desprezo, mas mereço o fim? Se mereço, trate-me assim, entendo e aprendo enfim que se o bom for bom demais acaba sendo ruim...

Hoje não tem sorrisos, não terão drinks ou blunts, terão lamentos e afins na depressão desse blues. Fui bom? Relembra dos meus olhos verdes e azuis que brilhavam como esmeraldas e safiras na luz do sol, do céu mais estrelado possível, refletindo o oceano que seu olhar trazia onde nada já é impossível por eu não suportar o que seu olhar trazia.

Eu queria um romance tipo Jay Z e Beyoncé, você quis algo de instantes tipo Rihanna e Drake... 

Eu nunca pedi demais, só queria ser sua paz, mas errei e joguei demais, cê não quer mais olhar pra trás. 

Só me devora com olhares e dispensa os dizeres, repensa sobre ir embora, lembra dos nosso prazeres, tenta não pensar em pares, eu amenizo suas dores, me da um sorriso e não chora, traga de volta minhas cores. Fodam-se as flores, os goles me satisfazem melhor. Não chore, porra não chora, isso deixa tudo pior! Quando eu considero a volta vem a sensação de dó, e eu me conforto mesmo morto por me sentir tão só. 
Na solidão do meu quarto meu peito grita por ela e é perfeito o sentimento de não tê-la por perto. Quero meu assassinato, mesmo que não seja certo, se ela não me quer eu parto e na outra vida eu acerto. Sei que ela nem quer contato, mas preciso que me escute. É que nós sempre discute, mas papo reto não é trote. Então agora execute o plano da sua morte antes que surte e se entregue à sua parte menos forte.
Minha mente diz não desiste, resiste e insiste em viver! Meu coração me diz que é só o que eu tenho a fazer. Aceito meu destino, mas antes vou ouvi-la outra vez, aquela tranquila paz que um dia feliz me fez. Enquanto disco o número sinto o suor no pescoço, o nervosismo questionava se valia o esforço. Quando ela atende eu entendo o que tenho que dizer. Eu amo te amar, mas o nosso amor tem que morrer.
- Alô, menina, sou eu, olha, não diga nada, não desliga e não briga, só me escuta calada. As vezes somos imaturos demais quando não devemos. Alguns erros bobos machucam e nós não percebemos. Ou só vemos e fingimos que não ligamos, nos abraçamos e sorrimos quando por dentro choramos. Nicole, eu fui o maior filho da puta. O que a vida não ensina eu acho que a morte educa. Não retruca, só se toca, preta, não se troca. Sua roupa não te define puta! Seja linda, seja mulher, viva, preta. Te encontro no próximo planeta!
Então desliguei e limpei minhas lágrimas. Tá tudo bem, melhorei agora. Irei pro além, sem nem sentir lástimas. Tá tudo bem, irei embora. Peguei whisky pro último gole. Tá tudo bem, João não chora. Lembro do seu eu te amo na ultima hora. O telefone toca. Adeus, Nicole!

Querida Nicole,
Sou eu, o cara, mais perigoso da cidade, você me conhece e dessa vez eu não vou rimar, mas eu te amo! Eu costumo dizer isso na frequência em que morro, mas, foda-se, depois eu te explico. Os homens se apaixonam pelo que vêem, já as mulheres, se apaixonam pelo que ouvem. Por isso que as mulheres usam maquiagem, e os homens mentem. Mas, a maquiagem é uma espécie de manipulação, de mentira, ou seja, nós estamos quites meu bem. Eu vou te levar pra um planeta pra comprar uns ingressos e assistir Frank Sinatra e Tom Jobim, e talvez legalizar um beck com a senhorita Elis Regina em algum backstage, mas pra onde eu for, vou me despir de embalagens ou rótulos e vou amar quem eu quiser, e quem quiser me amar eu sinto muito. Sei que a gente foi novela e vouge, sem era França. Ou talvez um conto do Jorge Amado, mas, perigoso demais pra passar as nove na TV. Eu tenho certeza que tô esquecendo alguma coisa, mas cê me conhece. Eu te encontro no próximo planeta.
Adeus, Nicole!

A letra é a música Nicole do Choice feat Xamã.
As imagens foram extraídas do google e do tumblr, e são do filme Como eu era antes de você. 

Liberdade em Dois Atos

How could a heart like yours ever love a heart like mine? 
How could I live before? How could I have been so blind? 
You opened up my eyes... 

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Imagem de @bteixxeira do clipe Fran`s Café - Froid

Liberdade em dois atos

     Ela estava sentada na varanda, era mais um dia de verão. Eu andava mais um dia pela rua, fone no ouvido ouvindo minha banda de indie rock favorita, quando virei e me deparei com ela. 
     Short jeans curto, cabelos em cachos, uma blusinha vermelha e um all star. Estava sentada, com um olhar entediado, enquanto se abanava com um marcador de páginas. No colo, um livro. O vento não era o suficiente para abafar todo o calor que fazia naquele dia, por isso dava para ver que seu rosto estava suado. Ao primeiro olhar, sua beleza não me deixava piscar. 
     Mas foi apenas quando reparei no livro que ela segurava no colo que meu coração realmente parou. Ela lia Sartre. Desde que eu entrara naquele curso de Filosofia, era a primeira vez que eu me deparava com alguém do meu bairro lendo alguma coisa que prestasse. Era raro ver alguém lendo alguma coisa, na verdade. Pra quem vem da periferia, livros são raros, e ler é um ato de rebeldia. Ainda mais Sartre. 
     Eu queria falar com ela, queria ser sua amiga. Mas, simplesmente aparecer e dizer que reparei no que ela lia, não daria muito certo. Tudo isso se passou muito rápido na minha mente, mas quando desviei o meu olhar do livro e olhei o seu rosto novamente, ela estava com uma sobrancelha arqueada. Olhava para mim como quem indaga. E eu não sabia o que responder. 
     Criada por uma família cristã, tradicional em todos os sentidos, nunca me atrevera a colocar em palavras os sentimentos conflitantes que existiam dentro de mim. Sendo de um bairro periférico, sendo mulher, a luta para conseguir acessar uma universidade fora árdua demais para que eu ainda demonstrasse que questionava os dogmas que me foram impostos. Mas eu havia conseguido. Cursava Filosofia em uma universidade federal. Estava feliz. Ou quase. Ainda havia coisas que eu não ousava conversar com ninguém. Primeiro porque as pessoas do meu convívio pessoal jamais entenderiam. Segundo porque as pessoas do meu convívio acadêmico eram "liberais demais" para entender que eu vivesse no dilema que me subjugava. No fundo, parecia que eu não me encaixava em nenhum lugar. Em nenhum padrão. Mas ali, vendo aquela pessoa linda lendo Sartre, parecia que tudo fazia sentido. Parecia que tudo se encaixava. Parecia que eu finalmente encontrava um lugar. 
     Resolvi me aproximar. Atravessei a rua, coloquei o fone no pescoço, sorri. Ela continuava me olhando com a sobrancelha arqueada, esperando. Então eu disse: - Sartre, não? 
     Eu sei, era a coisa errada a se dizer, mas eu não sabia como me aproximar. Eu nunca sabia como me aproximar de garotas. A primeira vez que percebi que sentia algo diferente por algumas garotas, a mesma coisa diferente que eu sentia por alguns garotos, achei que era coisa da minha cabeça. Mas era inevitável. As vezes aparecia alguma menina nova na escola e eu não sabia como conversar com ela. Não sabia o que dizer. Assim como com alguns garotos. Aprendi a colocar uma máscara para encarar essas pessoas. Era uma máscara de indiferença. Por isso, muitos se afastaram de mim. Aparentemente, eu não era uma garota simpática, normal. Aparentemente, eu era antipática. Ser antipática e antissocial foi o que me definiu naquela fase chata do final da adolescência. Quando eu disse que iria cursar Filosofia, foi só a confirmação de que eu não era normal. Não era de se estranhar que eu não tivesse contato com nenhum amigo da época do colégio mais. Não fazia sentido manter a amizade com pessoas que não te conheciam de verdade. 
     E ali estava eu, perante aquela garota linda. Que lia Sartre. Era difícil saber o que dizer naquele momento. Era difícil saber como pronunciar tudo que estava dentro de mim. Eu pensava em como eu havia feito uma pergunta estúpida quando era sorriu e disse: - Sartre, sim! Conhece? Ninguém por aqui parece ligar a mínima para Sartre. 
     - Sim. Já li os três. Tenho Sursis, se for do seu interesse continuar essa leitura dolorida. 
     Foi assim que tudo começou. Os cachos. Um short jeans. Um all star. E Sartre. Saímos pela primeira vez para conhecer uma biblioteca da cidade. Dentre os jardins, demos o nosso primeiro beijo. Era a primeira vez que eu beijava uma garota, e a sensibilidade daquele beijo, daquele toque... preenchia todas as minhas necessidades. 
     Nos amamos durante dez meses. Foram mais de dezessete brigas. Todas por ciúmes. Era difícil para ela entender que eu sentisse atração por garotos também. Era muita gente para ter ciúmes, dizia ela. Eu, naquele período e com aquele relacionamento secreto, ia amadurecendo. Sartre me fazia entender a noção da liberdade, e a angústia dessa consciência de ser livre. Eu não queria estar em uma gaiola. Eu simplesmente não conseguia. 
     Ela tinha a minha idade, cursava Administração e estava com aquele livro simplesmente porque era o único da estante do seu irmão que tinha um marcador de páginas dentro. Nunca havia lido Sartre. Sonhava em ser dançarina, mas fazia a faculdade que o irmão indicara por segurança. Eramos muito diferentes. Ela me ensinou o que era amar, e que eu não precisava ter vergonha. Ao seu lado eu cresci, amadureci e entendi mais de mim mesma. Mas o encanto acabou, em algum momento. Estar com ela fazia o meu coração bater mais forte, o seu cheiro era viciante e o seu sorriso fazia eu acreditar que tudo no mundo tinha uma razão e um propósito. Mas em algum momento percebi que estar com ela era renunciar a quem eu era e a quem eu queria ser. Não por ela ser mulher. Mas por eu querer mais da vida. 
     Lembro do dia em que vi o anúncio de bolsa na Federal. Paris, um ano. O dia em que eu vi o anúncio eu entendi que aquele seria o nosso fim. Lembro vagamente dos dois meses que envolveram o momento em que eu me candidatei até o momento do meu embarque. Lembro das entrevistas, e das discussões com meus pais. No fim, consegui bolsa de estudos completa. Moradia, alimentação, passagem. Eu queria ir. Precisava estar lá. E foi o que eu fiz. 
     Uma semana antes, o celular vibrou, e quando apertei o botão já sabia o ódio que eu iria ouvir.
     - Se você for, nunca mais olhe na minha cara. 
     Ela desligou. 
     No dia do embarque, eu me despedi dos meus pais e de alguns poucos colegas que estavam lá. Quando ia passar pelo portão, o irmão dela apareceu. Fingi que era um amigo, abracei e agradeci a sua ida. Ele me entregou um embrulho. 
     - Boa sorte. 
     Já no avião, resolvi abrir. No pacote, uma foto nossa, sorrindo, dos primeiros dias, quando acreditávamos que tudo era possível apenas por termos nos encontrado. Atrás da foto, com a letra dela, havia apenas uma frase:
     "Você está condenada a ser livre".

sexta-feira, 16 de março de 2018

Sejas bem feliz.

Voar, cantar eu vou, não se lembre de mim, quero que sejas bem feliz... Como que segura a onda! Sola, sonha, é tempo de abrir as portas da mente e enxergar além da conta, pra fazer valer os ritmos o que só você saberá encontrar e ver, e ver... Eu to fugindo, mas é do pecado, do abraço do diabo que quer me ver viver amargurada é uma história de mar, onda e se inundou. Acontece que eu sei ouvir e quando acabou, eu soube pra que eu vim... tudo tão simples, mas to complicando pra sentir mais, abrir mais, reconhecer paz, amor demais, quanto mais eu canso mais quero cantar. Voar, cantar eu vou, não se lembre de mim, quero que sejas bem feliz... não há porque se orgulhar, mas sei que soube me doar, eu não soltei a corda, mas agora que a corda se arrebentou eu entendi que o amor foi feito pra que nos liberte ó pai... Não vou deixar passar, não quero magoa pra levar, qual é o valor do seu olhar? Selar um pacto perfeito e pra vida tão maravilhosa, lágrima sabor de fruta venenosa, escuta... voar, cantar eu vou, não se lembre de mim, quero que sejas bem feliz, feliz...
O que a gente faz quando a bad bate? Quando tudo que se sente é insegurança perante os seus sentimentos? Receio e medo. De todo. Medo de se jogar, e medo de ficar onde se está... E a lembrança de que você fez a única coisa que poderia fazer para continuar amando a você mesma... And it hurts and it will always hurt. Because, in the deep, it was love, even if it wasn`t.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sem Voz


Você gosta de me atiçar, mandando mensagem só pra me instigar, falando: que me quer, que pode ser ou não alguma coisa casual, que sozinha na cama o prazer não é igual, que não aguenta mais e que precisa me ver...
Vai dormir aqui, ficar até de manhã, de manhã... vodka ou vinho, o que você quiser beber, amor! Pelada na frente do espelho, mexendo no cabelo, com a bunda perfeita... e os lábios me chamando sem voz, a noite toda pra nós, sem medo da polícia chegar, do mundo acabar, fazendo nosso show a sós, sentido o mesmo prazer, me arranha enquanto eu beijo você, pede que eu te faço gostar, que eu te faço gemer, nem é meia-noite ainda, você continua linda, por baixo e por cima, me ama e me xinga...
Você gosta de reclamar: que eu tenho meus contatos no meu celular, pra hora que eu quiser, e que ficar contigo e te esquecer já é normal, já é normal, que eu só te procuro você sabe pra que, pra que... 
Eu só quero que você se sinta bem assim, que sinta saudade de mim, e vontade de voltar, pra eu tirar sua roupa quando a gente se ver, se ver, e te passar minha lingua, calor e saliva, desse jeito é perfeito! E os lábios me chamando sem voz, a noite toda pra nós, sem medo da polícia chegar, do mundo acabar, fazendo nosso show a sós, sentido o mesmo prazer, me arranha enquanto eu beijo você, pede que eu te faço gostar, que eu te faço gemer, nem é meia-noite ainda, você continua linda, por baixo ou por cima, me ama e me xinga, nem é meia-noite ainda, você continua linda, por baixo ou por cima, me ama e me xinga...
Sem medo da polícia chegar, pra mim tá tudo bem, nós não devemos nada a ninguém, nem eu pra você e nem você pra mim, e a gente se gosta assim... sai com a suas amigas, se diverte, dança e bebe, vai embraza, chega em casa três da manhã, lembra de mim, se declara e eu posso te ajudar a escrever a poesia que você quiser no lugar que você quiser, se eu não puder quando eu voltar, prometo te recompensar no chão, no colchão, no sofá, aonde você quiser, te pegar, te puxar, te beijar, te morder e te lamber da nuca até a sola do pé... 
- ADL

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Um poema mal escrito por uma professora emocionada

Gosto de me considerar uma sonhadora. 
Na vida, uma poeta. 
Uma escritora de histórias... 
Sou professora.

Por muito tempo tive resistência em admitir
Que eu gosto de lecionar, e amo viver assim
Sinto paz de espírito quando consigo passar a um aluno a profundidade de um poema
O amor pela literatura e o olhar crítico para uma obra literária ou do cinema

Sei que estou longe da perfeição
No Brasil, pra professor, não há salário bom, não!
Mas o que eu ganho são os olhares de afeto
E aquele abraço e beijo de um aluno que seguiu seu rumo e não esqueceu dos nossos gestos

Morro de saudades de muitos alunos que passaram em minhas salas de aula
Gabriel, Caroline, Beka, Letícia, Mariana, Jucélia

Do João Pedro, socorro, são tantos nomes que não dá pra colocar
Janaina, Yuri, Gustavo, conquistaram uma vaga no IFSP e agora é só comemorar

Pra ETEC, são tantos nomes, chego até a me emocionar
Dennis, Pedro, Lucas A, Lucas C e Lucas W
Kauan, Mateus, Maria, Paulo e Luana

Mas o amor e o afeto, daqueles que querem me visitar
Não dá nem pra explicar
Diogo, Iasmyn, Nicole, Hellen, 
Já falei... é só chegar!

A todos os meus queridos alunos, 
Todo o amor do meu coração
Que vocês conquistem o mundo
E nunca se esqueçam
Graças a vocês eu encontrei a minha motivação!

- aos pais que têm filhas


RUPI KAUR

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Happy Dream Day

Nem só de tristezas, mágoas e decepções se faz uma vida.
Também conquistamos sonhos.
Hoje eu conquistei um. Sou oficialmente uma aluna do mestrado. 
Finalmente eu consegui uma cadeira no programa para ser a melhor e conquistar os meus próximos sonhos.
Terei a oportunidade de explorar o meu potencial.
Sinto-me como alguém feliz. E estou cheia de expectativas.
Quando vi o meu nome naquela lista, um misto de alegria e emoção tomou conta de mim.
Todo o meu corpo vibrou e eu senti uma emoção que eu não sentia há muito tempo.
Finalmente, eu tomei uma decisão na minha vida. 
E o primeiro passo deu certo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Life

Quem somos nós? O que somos? E por quê?
A angústia que nos envolve, de onde vem? Quantas vidas vivemos?
Infância feliz, encantada, Papai Noel, Clube, sucesso escolar, presentes, brincadeiras, pais amorzinho, irmãos da zuera, como tinha que ser.
Pré-adolescência problemática, crise matrimonial, traumas escondidos pra sempre, alienação parental, irmãos em crise, brigas, discussões, cirurgia, fragmentos de coisas que ninguém desejaria recordar.
Adolescência fortemente influenciada pela cultura pop e pelo amor verdadeiro. Sofrimento por garotos. Paixões avassaladoras. Crer que ou de verdade e que morreu se amor. Sofrer e realmente acreditar que o sofrimento amoroso não poderia ultrapassar aquelas dores.
Adolescência. Namoro. Namoro sério. Aliança. Promessa de amor eterno. Pedido de casamento. Noivado. Infidelidade. Imaturidade. Quase ingressar em um casamento falido antes de iniciar. Libertação. Revolta. Represália. Mágoa. Rompimento.
Juventude. Mentalidade de criança. Universidade. Falta de comprometimento. Frustração acadêmica. Desperdício de uma oportunidade da qual haverá o eterno arrependimento. Recomeço. Desejo de consertar tudo. Fracasso.
Juventude. Rebeldia. Ingresso em tantos absurdos e erros. Desejo de esquecer tudo. Desejo de parar com tudo. Continuar. Prosseguir. Dor. Dor. Sofrimento. Decepção. Desejo de morrer. Tristeza profunda. Afundar na própria dor. Depressão. É possível um adolescente / jovem sofrer de depressão dentro da casa dos pais sem ninguém desconfiar? Sim. É possível.
Encontrar alguém que se importa. Recomeçar a verbo sol. Ter esperança. Recomeçar. Amar. Viver. Sorrir. Castelo. Vestido sem noiva. Princesa. Príncipe. Neve. Amor. Alegria.

Vida adulta. Trabalho. Assédio moral. Racismo. Machismo. Transporte público. Dinheiro insuficiente. Doença. Falta de pessoas de confiança. Saber ser uma profissional foda e ao mesmo tempo estar sendo afundada e calada pelo assédio moral e pelo racismo. Começar a duvidar de si mesma.
Medo do retorno da depressão.